Biblioteca do PeregrinoJosé Monir Nasser
M15

Os Irmãos Karamázov

Fiódor Dostoiévski

Capas do projeto

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Cartaz de Louis Jou para a adaptação teatral de <em>Os Irmãos Karamázov</em> por Jacques Copeau, 1911 — Teatro do Vieux-Colombier, Paris.
Cartaz de Louis Jou para a adaptação teatral de Os Irmãos Karamázov por Jacques Copeau, 1911 — Teatro do Vieux-Colombier, Paris.

É o último e o maior romance de Dostoiévski, publicado em 1880, poucos meses antes da sua morte. Três irmãos — Dmitri, o soldado apaixonado; Ivan, o intelectual ateu; Aliócha, o noviço — compõem, cada um à sua maneira, uma resposta ao problema do pai. Fiódor Karamázov, pai de todos, é um velho libertino, grosseiro e ganancioso, que ninguém ama e que, em certa noite, é assassinado a golpes no próprio quarto. Um dos filhos precisa ter sido o autor. Durante mil páginas, Dostoiévski nos obriga a descobrir quem — e, mais do que isso, quem é cada um desses filhos diante da possibilidade de ter sido capaz daquele crime.

O coração do livro não está, porém, no enredo policial. Está nas longas conversas em que Ivan desdobra para Aliócha a sua recusa de Deus. É ali que aparece o célebre capítulo “O Grande Inquisidor”: Cristo volta à Sevilha da Inquisição e é preso pelo cardeal que prefere governar os homens com pão, mistério e autoridade do que deixá-los suportar o peso da liberdade. Nenhuma página da literatura moderna é mais densa. Ivan formula ali a mais violenta objeção à fé — e, ao formulá-la, acaba iluminando o que Aliócha representa: a única fé que resiste é a fé que conhece e absorve a objeção, não a que a ignora.

Os Irmãos Karamázov é um romance sobre a responsabilidade. Todos os irmãos, em algum sentido, quiseram a morte do pai; um deles a executou. Dostoiévski não está fazendo teologia abstrata: está mostrando que o mal tem distribuição — não há consciência inocente. E está mostrando também que o amor concreto, costumeiro, sem retórica, é mais forte do que o mal compartilhado. Nenhum livro escrito depois deste o superou na tarefa de dizer, simultaneamente, o pior que cabe no homem e o melhor que, apesar de tudo, sobrevive dentro dele.

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Apresentações documentadas nas capas

ObraLocalCidadeDataHoraOrganizador
Os Irmãos Karamázov de DostoiévskiCIETEP Av. Comendador Franco, 1.341, Jardim Botânico2006-08-0515:30SESI
Observações:
  • Programa SESI CULTURAL APRESENTA EXPEDIÇÕES PELO MUNDO DA CULTURA. Encontro de três horas e meia em torno do livro com leitura orientada de excertos selecionados. Valor: R$ 40,00. Preços especiais para industriários e funcionários do sistema FIEP. Orientador: José Monir Nasser, pesquisador, escritor e palestrante, apresentador do programa 'Direto ao Ponto'. Inscrições: (041) 3363-7600 ou triadaeditora@triadaeditora.com.br

Dados extraídos das capas/cartazes via Claude Sonnet 4.5 (visão multimodal).

Tratamento do áudio

Subtração espectral (DSP, sem IA generativa) · FFmpeg afftdn · 2026-05-09

Identificação automática do perfil de ruído estável (chiado, hum) e subtração desse padrão dos espectros, sem alterar a estrutura da fala. Equivalente conceitual ao Noise Reduction do Audacity.

MétricaAntesDepois
Codecmp3mp3
Sample rate44 100 Hz44 100 Hz
Bitrate96 kbps96 kbps
Duração174:00174:00
Tamanho119.49 MB119.49 MB
Volume médio-15.7 dB-16.2 dB
Pico0.0 dB0.0 dB
Silêncios detectáveis00

Parâmetros: nr_db=10 · nf_db=-25 · noise_type=white · saída MP3 96 kbps · 44.1 kHz · mono

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