República de Platão
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Pireu, porto de Atenas. Sócrates é convencido a ficar para uma conversa que, a princípio, será sobre a vida do velho Céfalo. A conversa se desdobra, e a pergunta central se impõe: e se fosse possível demonstrar, sem recurso ao castigo divino ou às sanções legais, que a justiça é preferível à injustiça pelo bem que ela traz à alma do justo? Sócrates aceita o desafio. O diálogo se estende por dez livros e converte-se, no curso do debate, no exame mais ambicioso da tradição clássica sobre o que é uma alma, uma cidade e o bem.
Aqui aparecem as analogias mais célebres da tradição: a alma humana tem três partes — racional, irascível, concupiscível —, que correspondem às três classes da cidade ideal. No coração do diálogo aparecem as três maiores metáforas filosóficas já formuladas: o sol, a linha dividida, a caverna. A caverna, sobretudo: a condição humana natural é a do prisioneiro acorrentado vendo sombras na parede; a filosofia é a libertação que permite sair, ver o sol e voltar para libertar os outros.
A cidade justa, Platão diz explicitamente no livro IX, “talvez só exista no céu, como paradigma para quem queira examinar-se”. O que fica, ao fechar o livro, não é o programa político, é a imagem: a caverna, a subida, o sol, o retorno. (Aula também catalogada sob o código M87.)
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Sobre este registro
Apresentações documentadas nas capas
| Obra | Local | Cidade | Data | Hora | Organizador |
|---|---|---|---|---|---|
| A República de Platão | Rua Tuim, 536 - Moema - SP | São Paulo | 18 a 29 de janeiro | 19:00 | TRÍADE Cultural |
- Grupo de leitura comentada em São Paulo. Leitura orientada do diálogo 'A República' em dez noites. Das 19h às 22h30. Telefone: (041) 3363-7600. Email: triadeeditora@triadeeditora.com.br
Dados extraídos das capas/cartazes via Claude Sonnet 4.5 (visão multimodal).
