Biblioteca do PeregrinoJosé Monir Nasser
M101

A Crise do Mundo Moderno

René Guénon

Capas do projeto

8. A Crise do Mundo Modernorené g. a crise do mundo

Cartazes e materiais do Expedições pelo Mundo da Cultura. Clique para ampliar.

René Guénon, fotografia de 1925 — ano em que preparava a publicação dos seus primeiros grandes livros.
René Guénon, fotografia de 1925 — ano em que preparava a publicação dos seus primeiros grandes livros.

Em 1927, o filósofo francês René Guénon publicou La Crise du monde moderne — um pequeno volume de menos de duzentas páginas que é, com O Reino da Quantidade (publicado vinte anos depois), a coluna vertebral da sua obra crítica. Guénon, matemático e metafísico, convertido ao islam sufi e instalado no Cairo desde 1930, escrevia a partir de uma convicção herdada das grandes tradições orientais, sobretudo do hinduísmo: o mundo moderno, no sentido em que ele usa o termo — Ocidente pós-Renascença, em especial pós-Iluminismo —, não é um avanço sobre as civilizações anteriores; é uma degeneração terminal.

A degeneração, argumenta Guénon, é identificada pela perda do contato com o que ele chama de metafísica tradicional, ou seja, com a dimensão superior do real — que as civilizações antigas (Índia védica, China taoísta, Grécia platônica, cristianismo medieval) conheciam sob formas diferentes mas equivalentes. Ao substituir a metafísica pela ciência, a contemplação pela ação, a qualidade pela quantidade, o Ocidente moderno se amputou da sua própria raiz. A ciência moderna, para Guénon, não é incorreta — é parcial. Estuda apenas o menor plano da realidade. Os homens modernos, ao tomarem este plano como único, reduzem-se a si mesmos ao seu próprio instrumento.

Guénon não é um autor consolador. As suas conclusões são severas, e não há nele nenhuma proposta de reforma política. Ele está escrevendo, como o próprio indica, “para os poucos” — aqueles que ainda conseguem ouvir — e oferece, como único caminho real, o reencontro pessoal com alguma tradição autêntica. A Crise do Mundo Moderno é livro polêmico, que exige do leitor disposição de questionar categorias que o mundo contemporâneo considera inabaláveis. Monir e Olavo tiveram neste autor, em fases diferentes da vida, alimento decisivo. Ler Guénon não é aceitar Guénon. É descobrir que há perguntas — sobre o próprio tempo em que vivemos — que quase ninguém mais coloca.

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ObraLocalCidadeDataHoraOrganizador
A Crise do Mundo Moderno de René GuénonCIETEP Av.Comendador Franco,1.341, Jardim Botânico2006-10-1415:30SESI
Observações:
  • Programa SESI CULTURAL PRESENTA EXPEDIÇÕES PELO MUNDO DA CULTURA. Encontro de três horas e meia com leitura orientada de excertos selecionados. Valor: R$ 40,00. Preços especiais para industriários e funcionários do sistema FIEP. Informações e inscrições: (041) 3363-7600 ou triadeeditora@triadeeditora.com.br. Orientador: José Monir Nasser é pesquisador, escritor e palestrante. Apresentador do programa 'Direto ao Ponto.'

Dados extraídos das capas/cartazes via Claude Sonnet 4.5 (visão multimodal).

Tratamento do áudio

Subtração espectral (DSP, sem IA generativa) · FFmpeg afftdn · 2026-05-08

Identificação automática do perfil de ruído estável (chiado, hum) e subtração desse padrão dos espectros, sem alterar a estrutura da fala. Equivalente conceitual ao Noise Reduction do Audacity.

MétricaAntesDepois
Codecmp3mp3
Sample rate22 050 Hz44 100 Hz
Bitrate48 kbps96 kbps
Duração238:12238:12
Tamanho81.78 MB163.56 MB
Volume médio-19.6 dB-20.5 dB
Pico-0.4 dB-0.6 dB
Silêncios detectáveis00

Parâmetros: nr_db=10 · nf_db=-25 · noise_type=white · saída MP3 96 kbps · 44.1 kHz · mono

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