Biblioteca do PeregrinoJosé Monir Nasser
E32487
Esquemas Aristotélicos · nº 36

Rationale da Metafísica

EXPEDIÇÕES PELO MUNDO DA CULTURA

Esquema Aristotélico nº 36

Rationale da Metafísica

Rationale

EA

1. As ciências estão separadas em três grandes ramos: teoréticas, práticas e poiéticas ou produtivas

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2. Entre as ciências teoréticas a mais alta é a filosofia primeira ou metafísica.

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3. A metafísica é a pesquisa das causas primeiras (do que funda, do que condiciona). As causas são formal, material, eficiente e final.

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4. A metafísica é a pesquisa do ser enquanto ser. O “ser” tem sentido polívoco.

“Os quatro significados do ser são, na realidade, quatro grupo de significados, encabeçados, todos eles, pelo primeiro, isto é, pelas categorias. O ser como potência e como ato tem lugar segundo as diferentes categorias e só segundo elas; ele não subsiste fora delas ou além delas. O ser como verdadeiro, que consiste na operação mental de somar e dividir, só pode basear‑se nas categorias que, justamente, são o que é unido ou separado. Enfim, também o ser acidental funda‑se sobre o ser categorial e não é senão uma afecção acidental ou um evento segundo as várias figuras das categorias.”

(G. Reale “História da Filosofia Antiga”)

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5. As várias categorias não estão no mesmo plano: entre a substância e as outras há diferença radical.

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6. O problema ontológico (do ser) reduz‑se à questão da substância (ousia). A metafísica de Aristóteles é uma usiologia. Em primeiro lugar, é preciso saber o que é substância em geral.

“O ser no seu significado mais forte é a substância: e a substância num sentido (impróprio) é matéria, num segundo sentido (mais próprio) é o sínolo, e num terceiro sentido (e por excelência) é a forma”.

(G. Reale “História da Filosofia Antiga”)

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7. Para Aristóteles, a forma não é o universal, porque há condições rigorosas para algo poder ser substância. A espécie não é senão o eidos enquanto pensado na mente humana.

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8. A forma é o ato que subordina a matéria e o precede. Como tal, pode haver o ato puro. Deus é enteléquia pura.

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9. As substâncias pertencem a diversos gêneros.

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10. A substância supra-sensível pode ser assim demonstrada:

“De tal princípio, portanto, dependem o céu e a natureza. E o seu modo de viver é o mais excelente: é o modo de viver que nos é concedido só por breve tempo. E naquele estado ele é sempre. A nós isso é impossível, mas a ele não, pois o ato do seu viver é prazer. E também para nós vigília, sensação e conhecimento são sumamente aprazíveis, justamente porque são ato e, em virtude dele, também esperança e recordações (...). Se, pois, nessa feliz condição na qual nos encontramos, às vezes, Deus se encontra perenemente, é maravilhoso; e se ele se encontra numa condição superior, é ainda mais maravilhoso. E nessa condição ele se encontra efetivamente. E ele também é Vida, porque a atividade da inteligência é Vida, e ele é, justamente, aquela atividade. E a sua atividade, que subsiste por si, é vida ótima e eterna. Dizemos, com efeito, que Deus é vivente, eterno e ótimo; de modo que a Deus pertence uma vida perenemente contínua e eterna: esse, pois, é Deus.

(...)

O pensamento que é pensamento de si tem como objeto o que é por si mais excelente, e o pensamento que assim é em máximo grau tem por objeto o que é excelente em máximo grau. A inteligência pensa a si mesma, captando‑se como inteligível: de fato, ela se torna inteligível intuindo e pensando a si, de modo a coincidirem inteligência e inteligível. A inteligência é, com efeito, o que é capaz de captar o inteligível e a substância, e é em ato quando os possui. Portanto, ainda mais do que aquela capacidade, essa posse é o que a inteligência tem de divino, e a atividade contemplativa é o que há de mais aprazível e mais excelente.

(...)

Se, pois, a Inteligência divina é o que há de mais excelente, ela pensa a si mesma, e o seu pensamento é pensamento de pensamento.”

(Aristóteles, Metafísica, apud G. Reale “História da Filosofia Antiga”)

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Fonte: Aristóteles, Metafísica (Ed. Loyola, tradução de Giovannio Reale/Marcelo Perine)